Organizar as finanças é o primeiro passo para sair do vermelho

23 de Abril de 2026, 06:00

Diante de um cenário econômico desafiador, marcado por juros elevados e aumento do custo de vida, cada vez mais famílias precisam rever seus hábitos de consumo para evitar o endividamento. A organização do orçamento doméstico surge como uma ferramenta indispensável para quem busca mais controle sobre as finanças, segurança no dia a dia e condições reais de planejar o futuro com mais tranquilidade.

O cenário de juros altos, principalmente de cartão de crédito e financiamentos, é o principal responsável pelo alto endividamento. Como resultado, vários sonhos que dependem de recursos financeiros vão se afastando, tais como comprar uma casa, um carro ou simplesmente ter uma reserva de emergência e ficar em paz com o saldo bancário.

Começe organizando o orçamento

Boa parte do problema também se dá pela falta de organização financeira, e planejar o orçamento doméstico é o que permite a construção de um patrimônio e de demais investimentos de longo prazo. O caminho para essa meta passa pela educação financeira.

Para ficar no “azul”, é importante entender para onde o dinheiro está indo. Na prática, não há outro caminho além de gastar menos do que se recebe. Para tanto, manter um registro dos gastos é fundamental. Por meio de uma planilha ou mesmo um caderno, deve-se anotar tudo que foi gasto no mês, bem como a receita.

Desta forma, é possível perceber e dividir os gastos entre os necessários e os supérfluos. O ideal é eliminar ao máximo os gastos extras. Adotando essa prática, em algum tempo, o salário passará a sobrar. Se, mesmo assim, o “aperto” ainda for grande, deve-se buscar maneiras de obter uma renda extra.

Feito isso, com o dinheiro restante, é possível começar a fazer uma reserva. A partir de então, esse superávit passará a compor as despesas fixas, de modo a virar um compromisso: todos os meses, ele será depositado em algum lugar – poupança ou renda fixa – com a mesma regularidade de quem paga uma conta.

Obviamente, a disciplina deve ser muito rigorosa. E, provavelmente, se abrirá mão de alguns luxos, como serviços de streaming, viagens de carro por aplicativo, delivery de comida, entre outros. Contudo, é preciso ter em mente sempre o objetivo maior: o carro, a casa, a viagem dos sonhos, etc.

A regra 50-30-20

Uma boa métrica para conferir se o orçamento está sendo bem distribuído é usar a regra 50-30-20. O primeiro número corresponde à porcentagem da renda que deve ser destinada aos gastos fixos e essenciais: é o caso das contas de consumo, da alimentação, da saúde e do transporte, por exemplo.

Deve-se ter em mente que a porcentagem é um guia para que os gastos não ultrapassem esse limite. No campo dos 30%, a renda pode ser destinada a lazer, viagens, streamings, delivery, entre outros custos. No aperto, é essa faixa que deve ser manipulada.

Os 20% restantes são para os investimentos e para a reserva de emergência. Logo, é nessa faixa que entra a reserva estratégica de construção de patrimônio. É com esse valor de segurança em vista que se pode pensar na compra de um apartamento à venda, por exemplo, de modo a evitar o comprometimento excessivo da renda mensal.

No mais, o planejamento e os cuidados com os gastos são fundamentais para uma vida financeira muito mais tranquila. E com o orçamento organizado, é possível começar a pensar em investimentos de longo prazo e na construção de um patrimônio duradouro.

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