A Natura anunciou uma iniciativa pioneira no país ao se unir ao instituto Science Valley para desenvolver o maior estudo já realizado no Brasil sobre climatério e menopausa. Intitulado EMBRACE (Endocrine Mapping in the Broad Range of Aging and Climacteric Experiences), o projeto vai investigar, em escala nacional, a jornada de mulheres brasileiras e homens trans durante essa fase da vida, ampliando o conhecimento científico sobre o tema.
A pesquisa é pioneira ao integrar, em escala nacional, análises clínicas, moleculares e de neurociência para mapear a jornada do climatério em todas as 27 capitais brasileiras. Com foco em mais de 1,5 mil participantes, a pesquisa preenche uma lacuna histórica de dados sobre a influência da miscigenação, dos fatores socioeconômicos e os impactos dos diferentes contextos geográficos e climáticos na biologia, na qualidade de vida e no bem-estar sistêmico da população local.
Diferentemente de abordagens focadas apenas em estética, o registro EMBRACE foi desenhado para gerar evidências de mundo real que possam subsidiar a atualização de protocolos de manejo clínico no Sistema Único de Saúde (SUS), com a possibilidade de impacto nas Diretrizes Nacionais de Atenção à Mulher no Climatério. Desta forma, os órgãos gestores podem implementar estratégias de prevenção e cuidado integral mais assertivas a partir da correlação no EMBRACE entre declínio hormonal e fatores como integridade da barreira cutânea e saúde mental.
De acordo com Priscila Moncayo, gerente sênior de Desenvolvimento de Produtos da Natura, a participação da companhia no projeto ocorre por meio de time de Pesquisa e Desenvolvimento para transformar o conhecimento científico em soluções de precisão, garantindo que o debate sobre o climatério saia do campo de informações superficiais e avance para um território de embasamento clínico robusto.
“Ao unir rigor científico e inclusão, este estudo reforça o compromisso da Natura com o avanço da ciência regenerativa. O objetivo é analisar os desafios enfrentados por mulheres cis e homens trans na menopausa, uma vivência que ainda sofre com tabus e falta de informação. Há anos nos dedicamos a transformar dados de pesquisa em qualidade de vida e bem-estar para a população respeitando a diversidade. A Avon, que é parte da Natura, é um bom exemplo: há mais de 140 anos a marca entrega soluções de alto desempenho baseadas em pesquisas e nas reais necessidades e ciclos da mulher. Agora, damos um novo passo ao trazer o envelhecer e a menopausa como uma experiência que pode ser mais cientificamente embasada e positiva”, acrescenta Priscila.
A Science Valley é a responsável pela execução do estudo em atendimento ambulatorial de diversos perfis assistenciais (SUS e Saúde Suplementar), a fim de atingir a maior heterogeneidade possível na coleta das pacientes que farão o uso do atendimento médico. A partir disso, o instituto de pesquisa busca caracterizar os aspectos epidemiológicos das mulheres e homens trans na jornada do climatério.
Com previsão de conclusão para dezembro de 2027, os dados levantados pelo EMBRACE têm o potencial de elevar o padrão de atendimento público e privado, oferecendo uma visão plural e embasada sobre esta fase na população brasileira.
