Com a transição para o outono, pais e responsáveis devem redobrar a atenção à saúde das crianças. A combinação de temperaturas mais amenas, aumento das chuvas e alterações na qualidade do ar favorece a elevação dos casos de doenças respiratórias, especialmente entre bebês e menores de cinco anos, mais vulneráveis a infecções. Nesse cenário, tornam-se mais frequentes quadros como gripes, resfriados, bronquiolite, sinusite, crises de asma e alergias respiratórias.
Estudos indicam que infecções virais das vias aéreas estão entre os principais motivos de hospitalização nessa faixa etária, com o VSR presente em 23% a 61% das internações por infecções respiratórias inferiores em bebês.
De acordo com a pediatra imunologista e alergista Camila Budin, esse período exige atenção redobrada dos pais. “No outono, as crianças ficam mais tempo em ambientes fechados, o ar fica mais seco e há maior circulação de vírus respiratórios, o que aumenta significativamente os quadros de infecções respiratórias e crises alérgicas”, explica.
Entre as doenças mais frequentes está a bronquiolite, que afeta principalmente bebês e pode causar tosse intensa, chiado no peito, dificuldade para respirar e queda na oxigenação. O principal agente causador é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por até 75% dos casos de bronquiolite em bebês.
A médica destaca que a prevenção é fundamental para reduzir o número de casos e evitar complicações. “Medidas simples fazem muita diferença, como manter os ambientes ventilados, evitar locais fechados e com aglomeração, lavar as mãos com frequência, higienizar brinquedos e manter a vacinação em dia. Essas atitudes reduzem bastante o risco de infecções respiratórias”, orienta Dra. Camila Budin.
Outra orientação importante é evitar o contato de bebês com pessoas gripadas ou resfriadas, além de manter a hidratação adequada e observar sinais de alerta. “Se a criança apresentar respiração rápida, esforço para respirar, chiado no peito, febre persistente ou dificuldade para se alimentar, é fundamental procurar atendimento médico rapidamente”, alerta a especialista.
