Especialista alerta sobre alopecia após relato da cantora Maiara

06 de Fevereiro de 2026, 06:01

A cantora Maiara, da dupla Maiara & Maraisa, voltou a abordar publicamente a alopecia androgenética, condição que enfrenta há alguns anos. Ao falar sobre o tema, a artista explicou que passou a usar os cabelos mais curtos como forma de facilitar o tratamento e lidar melhor com a queda dos fios. O relato, feito de forma emocionada, reacendeu a discussão sobre um problema comum entre mulheres, mas ainda pouco debatido.

Segundo a dermatologista Juliana Oliveira, a alopecia androgenética é uma das causas mais comuns de queda capilar em mulheres e está relacionada a fatores genéticos e hormonais. Segundo a especialista, trata-se de uma condição crônica, caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios, principalmente na região do topo da cabeça. “O folículo vai se tornando cada vez menor, produzindo fios mais finos e curtos, o que gera a sensação de diminuição do volume capilar”, explica. A médica destaca ainda que o diagnóstico precoce faz diferença no controle da doença e chama atenção para fatores externos que podem agravar a fragilidade dos fios. “Procedimentos químicos frequentes, como coloração, descoloração e alisamentos, não causam a alopecia androgenética, mas podem intensificar a quebra, aumentar a sensibilidade do couro cabeludo e acentuar a percepção de perda capilar”, afirma Juliana Oliveira. Segundo ela, quando o fio já está mais fino, qualquer agressão química tende a causar danos mais visíveis.

Ainda de acordo com a dermatologista, os tratamentos para alopecia devem ser individualizados e acompanhados por um profissional. “O objetivo do tratamento é retardar a progressão da doença, fortalecer os fios e melhorar a qualidade capilar, mesmo que não seja possível recuperar totalmente a densidade original”, pontua.

Além dos impactos físicos, a alopecia afeta a autoestima e a saúde emocional das mulheres. Para a especialista, a decisão de figuras públicas como Maiara de falar abertamente sobre o problema contribui para quebrar estigmas e incentivar outras pessoas a buscarem ajuda médica. “Quando uma pessoa conhecida compartilha sua experiência, ela mostra que a alopecia é uma condição de saúde e não uma falha estética. Isso ajuda muitas mulheres a entenderem que não estão sozinhas”, conclui.

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