Conviver com dor por longos períodos não deve ser considerado normal. Quando o desconforto ultrapassa três meses, pode caracterizar dor crônica, uma condição que vai além do sintoma físico e pode afetar o sono, a mobilidade, o bem-estar emocional e a rotina do paciente. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 30% da população mundial convive com algum tipo de dor crônica, tornando o problema uma importante questão de saúde pública
Com mais de 20 anos de experiência no tratamento da dor crônica, o Dr. Guillermo Ramirez atua em Aracaju como médico especialista em Medicina Intervencionista da Dor. Segundo ele, a condição pode estar relacionada a diferentes doenças e situações, como lombalgia, fibromialgia, enxaqueca, dores neuropáticas e dores persistentes após lesões ou cirurgias. Para o especialista, compreender o mecanismo da dor é fundamental para definir o tratamento adequado para cada paciente.
“A dor aguda protege. Ela funciona como um sinal de alerta de que existe algo acontecendo no organismo. Já a dor crônica adoece, porque deixa de cumprir essa função de proteção e passa a provocar alterações no sistema nervoso, afetando o sono, os movimentos, o humor e até a capacidade de o paciente realizar atividades que antes faziam parte da sua rotina”, explica.
Enquanto a dor aguda funciona como um mecanismo de defesa, sinalizando que existe uma lesão ou alteração no organismo, a dor crônica pode perder essa função de alerta. Com o passar do tempo, o sistema nervoso pode se tornar mais sensível aos estímulos, fazendo com que a própria dor passe a exigir tratamento específico.
De acordo com o Dr. Guillermo, esse processo ajuda a explicar por que alguns pacientes continuam sentindo dor mesmo após o tratamento da doença ou lesão que inicialmente provocou o quadro. “Quando a dor permanece por muito tempo, o sistema nervoso pode ficar sensibilizado e continuar interpretando determinados estímulos como dolorosos, mesmo depois que a causa inicial foi controlada. Por isso, em muitos casos, não basta tratar apenas a doença que deu origem à dor. É preciso tratar a própria dor e os impactos que ela passou a provocar no organismo”, afirma.
A dor persistente não se restringe ao desconforto físico. Ela pode comprometer o sono, reduzir a disposição, limitar atividades e afetar o estado emocional do paciente. Como os mecanismos cerebrais envolvidos na percepção da dor também se relacionam ao humor, às emoções e ao sono, a condição pode estar associada a ansiedade, irritabilidade e sintomas depressivos.
Sobre o Dr. Guillermo Ramirez
Dr. Guillermo Ramirez é médico especialista em dor e anestesiologista. Nas redes sociais, por meio do perfil @drguillermoramirez, ele compartilha conteúdos educativos e esclarece dúvidas sobre dor crônica, tratamentos e qualidade de vida. Os atendimentos acontecem na Clínica Paias (@clinicapaias), localizada na Av. Hélio de Souza Leão, 383 - Sl 1010 - Jardins, Aracaju. Outras informações podem ser obtidas por meio do telefone (79) 99926 6162.
