Carnê volta a crescer como solução de pagamento em 2026

30 de Janeiro de 2026, 06:01

Com a alta dos juros e o aperto no crédito, o carnê retorna ao varejo como uma alternativa prática e inclusiva. Enquanto o cartão reduz limites e encarece as compras, o carnê oferece parcelas menores e mais compatíveis com o orçamento familiar. A modalidade ganha força principalmente entre consumidores que precisam de flexibilidade e previsibilidade no pagamento, garantindo mais acesso e mais vendas para os varejistas.

Com mais de 70 super/hipermercados e 92 unidades Eletro Show no Nordeste, a rede GBarbosa adotou a estratégia do carnê no balcão da loja, exclusivo para a compra de eletro. Na Black Friday do ano passado, por exemplo, as parcelas de 36 vezes fizeram sucesso entre os clientes que aspiravam comprar uma geladeira, ar-condicionado, TV tela plana ou outros bens duráveis como os de linha branca e eletroportáteis. “O carnê é mais uma opção de pagamento que oferecemos aos nossos clientes para que possam realizar suas compras com toda comodidade e da forma que melhor atenda às suas necessidades e planejamento financeiro”, destaca a rede. 

Fora do período de grandes campanhas, o parcelamento se dá em até 24 parcelas fixas, através de boleto bancário, não precisa dar entrada e a 1ª parcela tem vencimento após 30 ou 45 dias a partir da data da compra. O cliente precisará apresentar documento como RG, CNH ou CTPS e, com a pré-aprovação, também precisará do comprovante de residência e de renda.

Economista orienta sobre compras em Carnê

O economista Rodrigo Rocha avalia o pagamento com carnê uma alternativa relevante no Brasil. “Entre as principais vantagens para consumidores estão a facilidade de acesso sem burocracia bancária, parcelas que cabem no orçamento e juros geralmente menores que os do crédito rotativo”, considera Rocha.

Ele comenta que diante da alta nos preços de bens essenciais e duráveis, inflação persistente e restrições no crédito de cartões, o carnê contribui para um maior controle financeiro das famílias. “O modelo do carnê possui datas fixas para o pagamento, tem transparência nos valores,e promove inclusão ao consumo em regiões de baixa bancarização”, acrescenta.

Para as empresas, o economista diz que essa modalidade amplia as vendas, fideliza clientes e permite autonomia na concessão de crédito. “O lojista alcança públicos que normalmente seriam rejeitados pelos bancos”, sinaliza Rocha sobre um nicho de mercado a ser explorado.

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