Abril ganha um tom especial com a campanha Abril Azul, um movimento global voltado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista. A iniciativa foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de ampliar o conhecimento da população, dar visibilidade ao autismo e promover uma sociedade mais inclusiva e menos preconceituosa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 70 milhões de pessoas são autistas em todo o mundo.
Diante desse panorama, a trajetória da médica sergipana Karen Albuquerque se destaca por unir ciência, experiência pessoal e acolhimento a famílias de crianças neurodivergentes. Autora do best-seller Neurodivergentes: o potencial além do diagnóstico, ela é especialista em Medicina de Família e Comunidade, com pós-graduação em Pediatria, UTI Pediátrica e Neonatal, Psiquiatria e Psiquiatria da Infância e Adolescência, e se tornou referência nacional no atendimento de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, como autismo, TDAH e TARE (Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo).
A trajetória profissional da médica está diretamente ligada à própria história de vida. “Minha filha foi meu maior desafio. Mas também foi a minha salvação”, afirma Dra. Karen Albuquerque. Segundo ela, os desafios enfrentados pela filha, desde seletividade alimentar extrema até o diagnóstico de autismo, a motivaram a aprofundar os estudos sobre transtornos do neurodesenvolvimento e a ajudar outras famílias que enfrentam a mesma realidade.
Diagnóstico que cura feridas
A médica também recebeu posteriormente o diagnóstico de autismo, o que representou uma virada de chave em sua vida. “Foi como encontrar respostas para dores da infância: a dificuldade em interagir, a aversão a certos alimentos, o conforto em bater a cabeça na parede. Tudo passou a fazer sentido”, relata. Para ela, o diagnóstico foi libertador e fortaleceu ainda mais sua missão de acolher famílias e orientar profissionais sobre o autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento.
Além da atuação clínica, Dra. Karen é escritora e coautora do livro Simplificando o Autismo 2.0, além de autora e coordenadora da obra Neurodivergentes – O potencial além do diagnóstico e do Manual do TDAH. Nas publicações, ela une conhecimento científico e vivência pessoal, criando uma conexão com famílias, pacientes e profissionais de saúde.
Entre a ciência e o afeto: uma medicina com propósito
Atendendo presencialmente em Aracaju e por telemedicina para todo o Brasil, a médica se destaca pela abordagem humanizada e pelos planejamentos terapêuticos individualizados. “Não basta fazer uma avaliação e entregar um relatório. É preciso acompanhar, revisar, trabalhar em conjunto com equipe multidisciplinar e escola. É isso que promove avanços reais”, explica.
O Abril Azul, além de informar, reforça a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado, da inclusão e, principalmente, do respeito às diferenças, lembrando que cada pessoa autista possui habilidades, desafios e potencialidades únicas.
